Asamvat/Amvat solicita apoio para a cadeia da produção leiteira

Asamvat/Amvat solicita apoio para a cadeia da produção leiteira

Com custo de produção elevado, secretários demonstram preocupação com inviabilidade financeira e desestímulo da atividade

Na Famurs, representantes da Asamvat (esq.) reuniram-se com o presidente e assessor técnico da Agricultura
Na Famurs, representantes da Asamvat (esq.) reuniram-se com o presidente e assessor técnico da Agricultura

O presidente da Associação dos Secretários da Agricultura dos Municípios do Vale do Taquari (Asamvat/Amvat) e secretário da Agricultura de Estrela, Douglas Sulzbach, e o vice-presidente da entidade, Marco Rohr, da Secretaria da Agricultura de Colinas, reuniram-se com organizações em nível estadual e federal, nesta semana, para solicitar apoio à cadeira produtiva do leite. Na Famurs, em Porto Alegre, o encontro ocorreu com o presidente Paulinho Salerno e com o assessor técnico de Agricultura, Ismael Horbach. Presidente e vice da Asamvat, que é vinculada à Amvat, também se reuniram com a superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no RS, Helena Pan Rugeri.

Conforme Sulzbach, a cadeia da produção leiteira vinha se recuperando, mas a diminuição do valor de referência do leite volta a preocupar. “O valor de referência do leite no Rio Grande do Sul, projetado para agosto, é de R$ 2,8157 o litro, o que representa uma redução de 14,80% em relação ao mês de julho, que foi de R$ 3,3049, conforme o Conseleite (Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS)”, explica.

Segundo o presidente da Asamvat são necessárias medidas de apoio, pois a instabilidade no setor vem causando o abandono da atividade por parte dos produtores. Ele salienta que os dois primeiros trimestres deste ano registram as maiores variações negativas na captação de leite - 9,9% no primeiro trimestre e 7,6% no segundo – principalmente devido ao recuo na rentabilidade do produtor rural, o que vem desde o final de 2021, impulsionado pelo aumento nos custos de produção.

Douglas Sulzbach chama atenção, ainda, para o fenômeno climático La Niña, que comprometeu a produção em 2021 e que pode persistir e agravar ainda mais o quadro. “Todas estas situações expõem a instabilidade e alta volatilidade deste mercado, onde os produtores têm optado por abandonar a atividade”, frisa. Enfatiza a necessidade de medidas de apoio e ações conjuntas das entidades ligadas ao setor e ressalta a importância do Vale do Taquari no contexto da produção leiteira no Rio Grande do Sul, onde a maioria é formada por pequenos produtores.  Diante do cenário, a Famurs se comprometeu em organizar uma reunião com as entidades dos produtores para buscar encaminhamentos e soluções para o tema.

 


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